segunda-feira, julho 08, 2013

Nós

Por mais longe que possamos estar, é como se você por algum motivo estivesse dentro de mim.
Ando nas entrelinhas do seu coração. Ouvindo canções que descrevem a gente.
Você é o mar que eu quero mergulhar, mas não de cabeça pra não me machucar.
Devagar que nem Martinho da vila, eu quero sambar pra solidão, e se ela insistir em dançar comigo, darei esta honra a ela. Aliás, não é todo dia que a... solidão está do nosso lado. Ou está né? A gente que não sabe ver o lado bom das coisas.
Eu pego meu violão, toco aquela musica antiga, brega e cheia de notas complicadas. Você diz que gosta, e que eu subi vários degraus da tua escada. Diz ainda que essa escada é o caminho mais bonito do nosso amor, pede pra que eu te abrace na cena daquele filme de terror. Que pra nós, tanto faz o que está passando, começamos a trocar olhares, e nos observando, olhamos profundamente um para outro e de repente nos apaixonamos. Dentro dos teus olhos posso ver infinitas possibilidades, de que apesar dos pesares, descobrimos a felicidade.
Somos confidentes, sabemos um o segredo do outro. Todos olham pra gente, como se fossemos tolos. Tolos mesmo são eles que não vivem, apenas existem. Querem de qualquer forma, de todas as maneiras nos deixar triste. Mas a tristeza na nossa história não tem, somos que nem aqueles trens, que levam esperança há alguns corações também apaixonados. Ah, como é bom ter você do meu lado e saber que ainda posso sonhar. Com a gente de mãos dadas no parque, no cinema, na guerra, no impossível, em qualquer lugar…
Eu quero te fazer uma proposta, eu quero te fazer uma prosa.
Sei que você é poesia, iguais aquelas da Cecília Meireles. É um tipo estranho de afeto, daqueles que a gente não vive sem. É igual músicas do Chico Buarque, com os olhos do Diogo Nogueira. Pelo o que manda o figurino, era pra isso aqui rimar. Mas me perdi nas palavras, igualmente me perdi no teu ser.
Sabe aquela sinfonia boa de ouvir? Pois é você é mais ou menos isso. Dentro de você deve ter um Bethoven escondido. Aí fico reparando no teu jeito errado de ser, daqueles típicos que envolvem a gente. Um livro de machado de Assis, que dentro dos olhos moram mistério e prazer.
Aí, tenho aquela velha impressão e dou razão ao cazuza. Porque que a gente é assim? Será mesmo que os nossos destinos foram traçados na maternidade? Descubro você dentro de mim, como uma melodia abandonada, uma letra mal interpretada, uma música jamais escutada. E descubro mais, descubro que demos razão ao Lulu Santos, e realmente fomos feitos um pro outro, se você é o último romântico eu não sei, mas essa é apenas mais uma de amor…

[ desconheço a autoria... mas certamente o autor nos conhece SI2 ]

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